Não sou poeta, não sou escritor, mas sou um Homo sapiens, ou seja, sou um ser
humano.
Observo as pessoas a minha volta e seus sentimentos, suas
relações sociais. Eu observo e estudo a mim mesmo, aos meus sentimentos e nessa
viagem de volta pra casa, vim meditando sobre tudo isso e as consequências desses
sentimentos e resolvi escrever.
Nas relações humanas observamos uma infinidade de sentimentos
que nascem e morrem com a mesma rapidez. Entre eles, o amor, a paixão, a
ternura, o ódio, a amizade e a saudade.
Tudo começa com o amor dos pais pelos seus filhos e dos
filhos pelos seus pais e este é um sentimento muito sublime, puro, infinito e
inabalável.
Conhecemos a amizade, logo cedo quando ainda crianças pelos
nossos amigos, professores, etc. e continuamos sentindo pelo resto de nossas
vidas, pois amigos se vão e outros chegam e ganham espaço em nossas vidas.
A paixão nasce inesperadamente já na adolescência e continua
aparecendo também até nossa maturidade, porém ela desaparece com a mesma
rapidez que chega.
A ternura é um sentimento sublime que enaltece a alma e nos
faz sentir mais humanos, mais cristãos.
O ódio é um sentimento que está sempre presente em nossas
vidas desde a infância, quando algo de errado nos acontece ou quando somos
contrariados ou feridos por pessoas que manifestam outros sentimentos negativos
como a inveja, o desprezo. A vantagem é que esse sentimento é superado sempre
com o perdão, com um pedido de desculpas.
O sentimento mais puro que nasce no coração dos humanos é sem
dúvida o AMOR que quando presente eleva a alma, purifica o espírito e dá novos
sentidos a nossa vida. O problema que esse amor as vezes nasce por pessoas
“proibidas”, pessoas comprometidas e o que é ainda pior, quando não é
correspondido. Quando isso acontece gera-se outros sentimentos que machucam,
dói no peito e na alma de quem está sentindo. Essas situações de amor provocam
quase sempre o afastamento de quem ama da pessoa amada e é aí que vem a
SAUDADE.
A maldita saudade que vai corroendo por dentro dói muito amar
uma pessoa e não poder tê-la ao alcance para tocá-la, beijá-la, cheirá-la,
acariciá-la pelo menos de vez em quando. A saudade promove um vazio dentro da
alma que nada consegue amenizar a dor. Os pensamentos insistem em relembrar os
momentos com a pessoa amada, a imagem não sai do pensamento e da imaginação.
Quando se ama alguém, se deseja a felicidade desse alguém,
quer que ela esteja feliz, que ela seja feliz, mesmo que nos braços de outra
pessoa.
Esses são alguns dos sentimentos que os seres humanos nutrem uns
pelos outros, mas se não existisse tudo isso, as relações talvez não tivessem
muita graça.